24 de abril de 2010

Alma fria

Matei a minha sensibilidade
Ou ela está somente adormecida
Não vejo mais o breu da minha vida
Perdido ali num prédio da cidade

Dentro de mim a alma morta e fria
Não dói como doía antigamente
Enrijecido, o coração não sente
Não é tocado nem por poesia

Saudade das lamúrias de outrora
Agora já não sei como me sinto
Depois que o sofrimento foi embora

Idílico e cruel, porém intenso
Se dele não preciso é porque minto
Eu não mais sinto, mas ainda penso

(19/04/06)

3 comentários:

Lucas de Sá disse...

Hum, entendo bem isso. Principalmente no fim "Eu não mais sinto, mas ainda penso".

Tatiane Ricci disse...

De cor e salteado!

Roberto Borati disse...

uma alma fria dentro do ônibus...


gostei, gostei muito.