De tudo o que foi escrito,
Quase nada é necessário.
E o que é necessário
Foi escrito
De modo desnecessário.
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador poesia. Mostrar todas as postagens
2 de janeiro de 2015
25 de agosto de 2012
9 de novembro de 2011
Educação sentimental
Esfrego sua cara
No meu amor,
Como se esfrega
O focinho de um cão
Em suas fezes.
No meu amor,
Como se esfrega
O focinho de um cão
Em suas fezes.
23 de setembro de 2011
Vegetariano
Margarida, Rosa, Hortênsia.
Só comia carne
De flores.
Só comia carne
De flores.
20 de setembro de 2011
Pérola negra
Não eram janelas,
Eram vitrines
De uma loja vazia.
Eram vitrines
De uma loja vazia.
4 de agosto de 2011
Cuidado
Não ultrapasse a linha amarela
Risco de ferimento cardíaco grave
Risco de ferimento cardíaco grave
11 de julho de 2011
Sonhos
Tentei alimentar meus sonhos,
Mas eles cagaram no meu travesseiro.
Mas eles cagaram no meu travesseiro.
8 de junho de 2011
M.
Gamine da nouvelle vague
Volúpia noir
Lábios coração vermelho-sangre entre a fumaça
E olhos de gato siamês
Silêncio, beco, sombra
Mistério
Nunca sei
Nikkei
Volúpia noir
Lábios coração vermelho-sangre entre a fumaça
E olhos de gato siamês
Silêncio, beco, sombra
Mistério
Nunca sei
Nikkei
Marcadores:
poesia
24 de maio de 2011
No lugar
"Mantenha a cabeça no lugar!"
Que lugar?
Todo lugar?
Lugar-comum?
Lugar nenhum?
Alugar.
Que lugar?
Todo lugar?
Lugar-comum?
Lugar nenhum?
Alugar.
19 de maio de 2011
No teto
Em divagações,
Olho para o teto
– Projeto –
(Secreto)
Tão perto!
Nada vejo.
Olho para o teto
– Projeto –
(Secreto)
Tão perto!
Nada vejo.
13 de abril de 2011
Felicidade
Felicidade
É placidez.
Intensidade,
Epíteto da angústia.
É placidez.
Intensidade,
Epíteto da angústia.
22 de fevereiro de 2011
Buraco
Há de se andar
Olhando para cima,
Senão o buraco
Cai em você.
Olhando para cima,
Senão o buraco
Cai em você.
20 de janeiro de 2011
Heptapoema
A carne sublima.
Feita pura razão,
A alma se eleva
E sangra.
Membros arrancados,
Gritos de horror,
Súplicas inúteis,
Sangue no jornal.
O crime.
Bebia para esquecer.
Melancólico,
Continuou a beber
E esqueceu de morrer.
Gira, gira, gira...
O invisível
Em movimento.
O ser
E sua negação.
O espírito.
Depois, o ser-aí.
Entre ser e parecer,
Entre ir e ficar,
Entre si e outro,
Duvidava.
Ao vir ao mundo,
O que se recebe
É absurdo.
Feita pura razão,
A alma se eleva
E sangra.
Membros arrancados,
Gritos de horror,
Súplicas inúteis,
Sangue no jornal.
O crime.
Bebia para esquecer.
Melancólico,
Continuou a beber
E esqueceu de morrer.
Gira, gira, gira...
O invisível
Em movimento.
O ser
E sua negação.
O espírito.
Depois, o ser-aí.
Entre ser e parecer,
Entre ir e ficar,
Entre si e outro,
Duvidava.
Ao vir ao mundo,
O que se recebe
É absurdo.
Marcadores:
heptateuco,
poesia
19 de janeiro de 2011
Heterônomo
Calado, acato.
Pacato, aceito.
Resignação.
Reino onde não reino.
Pacato, aceito.
Resignação.
Reino onde não reino.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
18 de janeiro de 2011
Heresia
Deus
está vivo.
está vivo.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
14 de janeiro de 2011
Hedonismo
Tudo agora
Sem amanhã.
Pode, obrigado.
Sem amanhã.
Pode, obrigado.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
13 de janeiro de 2011
Heliponto
O topo
De um edifício
É onde nosso sol
Se põe.
De um edifício
É onde nosso sol
Se põe.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
12 de janeiro de 2011
Hecatombe
Estamos morrendo,
Mas cada um a seu tempo
E a seu modo.
Fugir da hecatombe
É outra diáspora.
Mas cada um a seu tempo
E a seu modo.
Fugir da hecatombe
É outra diáspora.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
11 de janeiro de 2011
Hematomas
Quando nos acostumamos
Aos hematomas,
Eles resolvem
Desaparecer.
Aos hematomas,
Eles resolvem
Desaparecer.
Marcadores:
heptateuco,
nanoposts,
poesia
29 de dezembro de 2010
Profana dança
Jogar amor, as regras desconheço
Atuo sempre desorientado
Se tento é sempre intento fracassado
Desgarro, agarro, amarro e então pereço
Profano, danço até que hesito exausto
Espelho expresso rápido indeciso
Duvido olhar calado peito inciso
Afago, ofego e me redimo infausto
Em minha pele cada poro sua
Mentira que transpira, inspira e clama
Derrama sobre sua pele nua
A mesma farsa em dois subtraída
Sentida só depois que a fria chama
Apaga e chama à vida desmentida
Atuo sempre desorientado
Se tento é sempre intento fracassado
Desgarro, agarro, amarro e então pereço
Profano, danço até que hesito exausto
Espelho expresso rápido indeciso
Duvido olhar calado peito inciso
Afago, ofego e me redimo infausto
Em minha pele cada poro sua
Mentira que transpira, inspira e clama
Derrama sobre sua pele nua
A mesma farsa em dois subtraída
Sentida só depois que a fria chama
Apaga e chama à vida desmentida
Assinar:
Postagens (Atom)