A carne sublima.
Feita pura razão,
A alma se eleva
E sangra.
Membros arrancados,
Gritos de horror,
Súplicas inúteis,
Sangue no jornal.
O crime.
Bebia para esquecer.
Melancólico,
Continuou a beber
E esqueceu de morrer.
Gira, gira, gira...
O invisível
Em movimento.
O ser
E sua negação.
O espírito.
Depois, o ser-aí.
Entre ser e parecer,
Entre ir e ficar,
Entre si e outro,
Duvidava.
Ao vir ao mundo,
O que se recebe
É absurdo.
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20 de janeiro de 2011
19 de janeiro de 2011
Heterônomo
Calado, acato.
Pacato, aceito.
Resignação.
Reino onde não reino.
Pacato, aceito.
Resignação.
Reino onde não reino.
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18 de janeiro de 2011
Heresia
Deus
está vivo.
está vivo.
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14 de janeiro de 2011
Hedonismo
Tudo agora
Sem amanhã.
Pode, obrigado.
Sem amanhã.
Pode, obrigado.
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13 de janeiro de 2011
Heliponto
O topo
De um edifício
É onde nosso sol
Se põe.
De um edifício
É onde nosso sol
Se põe.
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12 de janeiro de 2011
Hecatombe
Estamos morrendo,
Mas cada um a seu tempo
E a seu modo.
Fugir da hecatombe
É outra diáspora.
Mas cada um a seu tempo
E a seu modo.
Fugir da hecatombe
É outra diáspora.
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11 de janeiro de 2011
Hematomas
Quando nos acostumamos
Aos hematomas,
Eles resolvem
Desaparecer.
Aos hematomas,
Eles resolvem
Desaparecer.
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